Fonoaudiologia

"A Fonoaudiologia é a ciência que tem como objeto de estudo a comunicação humana, no que se refere ao seu desenvolvimento, aperfeiçoamento, distúrbios e diferenças, em relação aos aspectos envolvidos na função auditiva periférica e central, na função vestibular, na função cognitiva, na linguagem oral e escrita, na fala, na fluência, na voz, nas funções orofaciais e na deglutição."Fonte: Plenário do CFFa durante a 78ª SPO - março de 2004.
A Fonoaudiologia de hoje, sem renegar sua tradição, sua história, sua filosofia do passado é uma ciência estudada de forma sistemática nas universidades de 32 países do mundo. Seu fato - a linguagem patológica é pesquisado, cientificamente.
A Fonoaudiologia não é mais simples técnica intuitiva e arte, ao contrário da idéia do seu fundador clássico - Demóstenes - que colocava seixos na boca para melhor articular sua gagueira; ou diante do mar bravio discursava inibindo, sem saber, o próprio feed-back auditivo e o pressentido medo de vozes da multidão; ou postava-se diante de uma espada que lhe roçava o peito, a fim de auto-regular suas sincinesias posturais e corporais; ou aprendia com Sátiro, a intencionalidade do humor sútil, a crítica dirigida inteligentemente, o poder da palavra que influenciava o povo de Atenas, que o confirmava Homem pensante, racional e "loquens".
Na maioria dos países da Europa, América do Norte, África, Ásia, Área do Pacífico e América Latina a profissão é reconhecida geralmente pelo Ministério da Saúde ou da Educação ou ambos, ou ainda, pelos Governos Estaduais ou Federais, dependendo da legislação de cada país.
O primeiro país a reconhecer a profissão foi a Hungria em 1900. Antes de 1940, cinco países reconheceram a profissão sendo eles: Áustria, Nova Zelândia, Alemanha, Noruega e Iugoslávia. Ao redor dos anos 60, mais onze países reconheceram esta profissão.
A história da Fonoaudiologia no Brasil, de início, não se diferencia da Educação Especial. Já se pensava em reabilitação no Brasil na época do Império.
Em 1854 foi fundado o Imperial Colégio para meninos cegos - hoje, Instituto Benjamim Constant. Em 1855 foi fundado o Colégio Nacional, destinado ao ensino dos surdos. Passou o dito Colégio, sucessivamente, pelos seguintes nomes: Imperial Instituto de Surdos-Mudos (1857), Instituto Nacional de Surdos Mudos (1949), para em 1957 ser definitivamente reconhecido pelo nome de Instituto Nacional de Educação de Surdos, mais conhecido como I.N.E.S. Neste Instituto, em 1950, Ana Rimoli de Faria Doria marcou sua presença.
Paralelamente a educação dos surdos encontraremos em 1912 o Dr. Augusto Linhares, o grande precursor da Fonoaudiologia no Brasil, que já a diferencia da educação especial dando início as pesquisas e reabilitação dos distúrbios da voz e da fala, bem como cursos de orientação a professores. Também, promoveu conferências sobre o "Tratamento da Voz" e "Gagueira" as quais podem ser encontradas nos Anais da Academia Nacional de Medicina.
A partir da década de 1940 vários trabalhos surgiram em diversas partes do país, principalmente, em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, enfatizando-se a necessidade de criação e aprimoramento no campo da reabilitação dos Distúrbios da Fala, Voz, Audição e Linguagem.
Na década de 1950 surgem os primeiros movimentos para a habilitação sistemática em Terapia da Palavra. Por um lado teremos o Primeiro Centro de Pesquisas Educacionais com a colaboração do Dr. Ombredane, (estudo das afasias) e mais tarde, Ophelia Boisson Cardoso, a qual, também, iniciou o trabalho no campo da linguagem no Instituto Pestalozzi. Pelo outro lado, entre os profissionais de teatro vamos ter a participação de Lilia Nunes e Esther Leão, precursoras na reabilitação dos problemas da voz e também dos cursos de Impostação da Voz.
Em 1956 foi fundado na AFAE o setor de terapia da Palavra. A seguir o Dr. José Julio Ferreira de Souza (ORL) iniciou o curso de Logopedia no Hospital São Francisco de Assis no Rio de Janeiro e a professora Lucia Teixeira Bentes (já falecida) iniciou o curso para formação de Logopedistas na Sociedade Pestalozzi do Brasil.
No século XX, a Fonoaudiologia viria a se afirmar como profissão porque trabalharia de forma científica. Certamente a obra de Saussure, estudando língua e linguagem de forma científica, pela primeira vez é da maior importância. Abriu enormes possibilidades teóricas. Viria a se afirmar como Ciência, organizando sem campo de estudos. A Fonoaudiologia formar-se-ia das Ciências Lingüísticas e Audiológicas, começando a enunciar seus primeiros pressupostos teóricos nesse século nas décadas finais.
Voltando ao início do século XX, vemos que a Psicologia viria a crescer também, como Ciência. Psicólogos como Binet, Simon, nos dariam metodologias e técnicas para medir comportamentos e coeficiente intelectual. A linguagem é um comportamento certamente advindo de processos mais altos como o pensamento inteligente do Homem: assim pode ser passível de medida. Ainda que esses processos mentais do pensamento sejam encobertos, os comportamentos lingüísticos abertos à observação são a melhor forma de medi-los indiretamente, numa avaliação. Isso logo interessou aos patologistas da linguagem. O fato da Fonoaudiologia ter preferido estudar mais as explicações da Psicologia, em detrimento das explicações da Medicina, parece sintomático na sua luta de não aceitar explicações definitivamente, muito organicistas do fenômeno da linguagem, que os médicos sempre quiseram impor no final do século XIX aos elocucionistas e fonéticos. Esses últimos insistiam que a linguagem era, antes de mais ainda, um fenômeno lingüístico primordialmente, que poderia ser estudado por eles, por suas ciências e metologias.
Se a Fonoaudiologia começou como técnica, com dogmas e com explicações metafísicas do seu fenômeno, hoje, fazendo parte das Ciências de Comunicação, pesquisando a comunicação patológica, forma seus profissionais como modernos cientistas, estudando as suas próprias teorias que já levantou nesse século XX e as que certamente levantará no século XXI. Finalmente, a Patologia da Linguagem está sendo compreendida, nesse final de século, como um fenômeno bio-psico-social complexo. A linguagem patológica é uma criação do Homem, estranho ser pensante e dialógico, cujo anti-diálogo a Fonoaudiologia busca compreender filosoficamente, cuja anti-comunicação busca explicar cientificamente.
Há muito mais no site do Conselho sobre a história da Fonaoudiologia, vale a pena ler !!!!textos extraídos dos endereços: www.crfa1.org.br/hist.html e www.fonoaudiologia.comPostado por Danielle Machado (parafalardefonoaudiologia.blogspot.com)

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